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Paulistas, Cariocas, Catarinenses zombavam de meus antepassados com piadinhas tipo:
"Gaucho só morre afogado, se furar o papo deles".
"Gaucho não morre afogado, porque merda não afunda.
"Gaucho assim que completa dezoito anos, vai para São Paulo,procurar o pai biológico".
Victor Mateus Teixeira o "Teixerinha", põe o Rio Grande no seu devido lugar, mostra ao Brasil o "taura" gaucho, o índio que não foge da peleia, homem de honra e valentia.
Em um de seus maiores sucessos, conta sua trajetória de vida, mais particularmente, fala da grande tragédia que o abateu ainda tenra criança, quando sua mãe ao varrer o terreiro em sua chácara, é acometida de um ataque epilético, caindo por sobre uma fogueira e claro, entrando em óbito.
O titulo desta musica de direito é "coração de luto", mas de fato, foi carinhosamente batizada por nós gaúchos de "churrasquinho de mãe".
Teixerinha, foi para os gaúchos, o que foi Gonzagão para os nordestinos.
Para não cometer injustiça, tivemos também Gildo De Freitas, Cantador e trovador, apaixonado pelo nosso chão, e que também projetou a imagem do gaucho em outros pagos.
Infelizmente suas canções eram deveras longas, necessitavam de um LP para cada canção, e o titulo vinha em anexo, gravado em um compacto.
Agora vem o meu descontentamento:
Teixerinha e Gildo De Freitas, se esgoelaram para mostrarem ao Brasil o que é ser gaucho, e me vem um Tarso Genro da vida...
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