| BRUNA |
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| Humor - Contos |
Escrito por João Bravo |
Ter, 02 de Dezembro de 2008 03:35 |
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Bruna é aquele tipo de mulher que para literalmente o trânsito.
Alta, pernas torneadas,corpo impecável,rosto angelical,cabelos longos lisos. Nada nela,denuncia seus quase 40 anos. Uma menina. Quando passa por um grupo de homens, parece mais,que vai bater um escanteio,tamanha a quantidade de olhares,que a ela se destinam. Márcio seu companheiro, pai de seus dois filhos, um pouco mais moço, tem por ela ciúme doentio. Com um dom apurado para negócios, fez do Paraguai seu ganha-pão, suprindo boa parte da cidade com as mais diversas muambas. Seu relacionamento com Bruna, é um tanto quanto conturbado,não permite aos dois viverem sob o mesmo teto. O que por sua vez, não favorece nem um pouco a fidelidade,isto torna-se evidente, a cada briga. Quando isto acontece, Marcio de coração partido, busca refugio no único ombro que confia, seu melhor amigo, ouvinte e conselheiro, parceiro nas festas e na dor. Jorge, ex–caminhoneiro, que resolveu sair da estrada, fixando-se com uma oficina mecânica. Alegre,divertido, já com seus 42 anos, sempre de bem com a vida ,cheio de vida,pronto a socorrer Márcio, nos momentos em que o amigo está às voltas com as coisas do coração. Numa de minhas visitas a Jorge, encontro-o só em sua oficina, a gargalhar. Achei por um instante que recordava alguma piada ou então, surtara de vez. - O que houve Jorge – perguntei. - Cara, tu nem sabe o que o louco do Márcio quer fazer! – disse-me. - O Márcio?...fala! – intimei - Rapaz ele brigou com a Bruna, e foi para o paragua fazer compras, quando voltou, descobriu que ela, em sua ausência, tinha dormido com outro! – falou-me ainda gargalhando. - Que rolo!...- completei. - Calma que tem mais!...depois ele veio direto aqui, chorou, desabafou, e disse-me que queria um favor, que só eu, seu melhor amigo poderia fazer. - O quê?... Qual o favor? – perguntei. - João, ele queria que eu lhe emprestasse meu revólver 38, para matar o cara, assim que descobrisse quem é. - E tu, o que fez?...emprestou? – perguntei. - Tchê, disse-lhe que não, que se acalmasse, perdoasse aos dois, que amanhã é outro dia, que violência não leva a nada. – respondeu-me - Jorge, você fez bem, foi um ótimo amigo, já pensou se você empresta sua arma, e ele acha o cara? – perguntei. -Nem me fale, sou muito novo para morrer! Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Sex, 05 de Dezembro de 2008 15:00 |

