
Quisera todos os homens tivessem o mesmo pensamento debochado em exames tão afetados.
| EXAME DE PRÓSTATA. |
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| Crônicas - Crônicas |
Escrito por João Bravo |
Qui, 04 de Dezembro de 2008 14:31 |
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Eu já estava queimando horário,A dificuldade para encaixar-me na agenda do médico,justificava minha preocupação.
Felizmente de forma pontual pude ingressar no consultório.Mal sentei,ouço ao fundo uma voz delicada,porém,firme de mulher: -Sr.João Bravo. Premeditadamente eu havia sido genérico,no tempo da marcação de consulta,alegando apenas "simples consulta de rotina". Minha intenção era simular algum tipo de patologia leve,que desse-me tempo para conhecer melhor o médico,analisar com cuidado sua personalidade e,se rolasse um clima,pedir-lhe que procedesse um exame de toque retal básico,que em minha idade, 44 anos,torna-se imprescindível. Mas era necessário que o médico soubesse ouvir,com gaucho não é assim,chegar e ir tombando.Tem que escutá-lo,compreender seus anseios,suas carências. Neste particular, devo confessar,ele nutriu em mim confiança o suficiente para enfim,entregar-me. Após um breve papo tipo cadastro,mandou que me despisse das vestes,deitasse-me de bruços.o que fiz. Com um olhar periférico,vi-o calçar suas alvas luvas de látex,com a elegância de um matador de filme americano. A proximidade da borracha à sua pele,revelou toda a exuberância de formas de seus dedos... Quer dizer,aquilo não era dedo,credo!!mais parecia um amortecedor do Ford Ká. Definitivamente aquele dedo trazia consigo um carma ruim. Cravei as unhas nas beiradas da maca,fixei o olhar em um ponto qualquer a minha frente, para não perder a referência, e disse-lhe:-Quando quiser douuuuuuuuu! Sem qualquer aviso,num movimento firme e continuado,adentra meu ser uma monstruosa falange.Nesta altura,eu mais parecia uma cuíca,tocada com um espremedor de limão. Ele pedia-me para que relaxasse,não oferecesse resistência,que não tivesse medo. Francamente,quem tinha de estar com medo era ele,que estava prestes a ter um dedo guilhotinado. Cessados os movimentos e findo os toques,não fez ele a mínima questão de descomprimir,vindo a tona de forma súbita e rápida,fazendo-me retesar com violência todos os músculos de meu corpo,de formas a não passar por ali,nada além de um enorme dedo. Já em casa,ainda meio envergonhado,obriguei-me por uns três dias a o uso do chuveirinho em seu duplo efeito: Higienização e Refrigeração. Algum tempo depois,percebi que uma prisão de ventre que me tirava o sono à anos,havia sumido. Creio ter sido este exame, a versão médica de um habeas corpus preventivo. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Ter, 03 de Março de 2009 08:47 |