
Vc é ótimo! Parabéns!
| SE MEU FUSCA PRESTASSE |
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| Crônicas - Crônicas |
Escrito por João Bravo |
Sex, 05 de Dezembro de 2008 06:21 |
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Meu filho chegou em casa com um opala 76, sorrindo de orelha á orelha.
Dizem que rico ri a toa, mas só pobre, da desgraça. -Que que tu achou,pai? -Compraste também, o posto de gasolina?! -Pô pai, tu só esculhamba! Acho que ele tem razão afinal, também já tive 21 anos. Estou sempre atento ao meu tempo, por isso sei que hoje em dia é moda comprar carros velhos, para restaurá-los ou transformá-los. Se você não tem um, paga um mico, como dizem. Engraçado é que em meu tempo, quem tinha um parecia pagar promessa, isto sim. Não se comprava carro aos pedaços por hobby, comprávamos por necessidade ou falta de opção. Na idade dele, já casado, comprei meu primeiro veículo, fabricado no ano de meu nascimento, o que já foi uma façanha á época. Equivalia ao quase zero. Lá estava eu, fechando negócio orgulhoso. Finalmente em 1985, comprava meu primeiro carrinho: um fusca 64, 1300, 12 V, vermelho. Tudo funcionando perfeitamente, até o vendedor picareta ,entregar-me as chaves e apertar-me a mão. Depois disto meu amigo!!! Porta para fechar só a chute. Apertava o acendedor de cigarros, cortava a corrente. Ligava o rádio, não funcionava o limpador de para brisa. Ligava o limpador de para brisa, queimava a entrada do rádio. Buzinava, torrava o relé do pisca. Bastava uma freada mais forte, lá ia eu, catar no chão, os aros dos faróis e a Haste do limpador de para brisa. O motor batia tanto, que parecia fabricado pela Singer. Para me encontrar, bastava seguir o rastro de óleo. Quando o arranque virava, minha mulher e eu, nos abraçavamos e chorávamos. Um verdadeiro carro ecológico, tamanha quantidade de bacalhaus nos pneus, e pula macaco nas velas. Mas o pior mesmo era em dia de chuva...Credo!!! Enquanto eu dirigia, minha esposa esgotava a água de seu interior com uma caneca. Foi exatamente em um destes dias de intensa chuva, que minha esposa combinara de passar em casa de uma de suas tias, para juntos almoçarmos com seu pai no sítio. A tia de minha esposa, tinha formas exageradas, seu corpo era basicamente formado por substância adiposa, ou seja, uma forte candidata a obesidade mórbida. Fazê-la sentar na parte de trás do veículo, já foi algo deveras laborioso. Concluída a árdua tarefa, lá fomos nós, enfrentar 30 Km de estrada de chão batido, que nem tatu usando chuteira passava, em meio a uma chuva torrencial. No trecho mais problemático, onde qualquer erro ou parada significava um atolamento, a quantidade absurda de lama e buracos, fazia a tia saltitar no banco traseiro, o que despertava em nós sorrisos até que... Bem, antes porem, tenho de dizer o que um cidadão que tem um fusca, não pode fazer de maneira alguma, quando limpa-lo por dentro. A bateria fica muito próximo as molas do assento traseiro, convém então, jamais tirar-se o protetor de borracha dos pólos da bateria. Foi justamente, o que achando que não houvesse serventia para nada, retirei. Em um destes saltitares,ao descer, o peso da tia, fez as molas cederem, ocasionando um curto-circuito, que por sua vez, transformou-se em línguas de fogo. Ela ao tentar levantar-se aos gritos, encontrava a barreira do banco dianteiro e tornava a sentar com força, ocasionando outro curto-circuito, mais barulho, mais faísca, de formas que aquilo, tornou-se um circulo vicioso: faísca, grita,tenta levantar, bate no banco volta, senta, faísca, grita... Eu não podia parar naquele momento, o desespero tomava conta de todos, minha esposa com os olhos que eram um pires, era só gritos. Sua tia, naquele senta levanta frenético, em meio a línguas de fogo, era só goela. Era tanta faísca que parecia relampear dentro do fusca. Passado o susto, já no sitio, nossa tia, não perdeu a oportunidade: -Se o almoço for churrasco, fico de mal com vocês! Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Sáb, 06 de Dezembro de 2008 09:03 |