
Parabéns pelo texto de leitura agradável.
| O CERCO |
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| Crônicas - Crônicas |
Escrito por João Bravo |
Qua, 10 de Dezembro de 2008 09:24 |
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Zé Galiano era carroceiro conhecido na cidade. Alcoólatra inveterado, passava o dia fazendo pequenos carretos e no final da tarde, até altas horas da madrugada, bebendo em algum boteco.
Quando caía de tanto beber, alguma alma caridosa, colocava-o na carroça deitado, e o resto era por conta de seu cavalo, que já sabendo o caminho de casa, apressava-se em leva-lo. Sua esposa, já de tão acostumada, aguardava paciente o animal chegar, retirava o marido da carroça, punha-o na cama, depois descangava o cavalo levando-o para a cocheira, para alimentando-lo. Ele fazia seus carretos em uma cidade, e morava em outra, a pouco emancipada, separadas apenas por uma ponte, coisa para menos de sete quilômetros. Nas raras vezes que fazia companhia a mulher e aos filhos, sempre que alguma queixa sobre a situação financeira vinha a baila, ele dizia: -Vou assaltar um banco, é isto que tu quer?! – perguntava a mulher. Tantas vezes esta frase foi por ele dita, que a mulher e os filhos nem reclamavam mais. Com o tempo, as coisas foram se agravando e ele, cada vez trabalhava menos e bebia mais. Certo dia, as duas cidades entraram em alerta, pois eram corredor de passagem de quem vinha de Santa Catarina para o Rio Grande do sul, e noticias chegaram a policia gaucha, de que uma perigosa quadrilha, armada até os dentes, deslocavam em direção as duas cidades. Aproximadamente a 1 da manhã, as policias civil e militar, fizeram uma barreira na ponte, de formas a aproveitarem o local estratégico para efetuarem a prisão dos quadrlheiros. A esta altura, todos os populares já sabiam, que elementos perigosos tentariam cruzar a ponte e que provavelmente iria haver tiroteio. Neste meio tempo, já desacordado, Zé Galiano era posto em sua carroça, com o cavalo partindo de volta a casa. Numa destas coincidências da vida, chegaram ao mesmo tempo na ponte, o veículo da quadrilha e o veículo do Zé. Os bandidos então ao avistarem a barreira, e fortemente armados, começaram a atirar, obrigando a muitos policiais lançarem-se a água, como que num treinamento da marinha. Os criminosos conseguiram passar, mas não sem antes, fazerem com que o cavalo saísse em desabalada carreira em direção a casa,e deixassem a carroça coberta de furos de bala, e evidente fazendo o Zé curar do porre na marra. Quando a mulher percebe a chegada do cavalo, se dirige até lá, vê a carroça toda furada a bala e o marido "normal" toma um susto. -Que que tu andou aprontando animal? - pergunta ela brava. Ele banca o macho e ameaça. -Não enche que eu não tô bom!, acabei de furar um cerco da policia a bala!. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Qui, 11 de Dezembro de 2008 14:20 |