Parece haver uma espécie de “rancor” ou, no mínimo, um profundo preconceito, que separa ciência e religião. Não é raro encontrarmos cientistas convictos de que a religião não representa a realidade, ao contrário, a distorce completamente. Admitem que a ciência ainda não pode explicar todos os fatos, mas o pouco que representa, afirmam, é fiel à realidade. Por outro lado, não são poucos os religiosos fundamentalistas que rotulam qualquer esforço científico como uma espécie de doutrina herege ou falta de fé. A ciência, dizem estes, ensina a incredulidade e o ceticismo.
Apesar de o ceticismo possuir raízes mais profundas, podemos notar que a histórica inimizade entre a ciência moderna e a religião, remonta a séculos atrás. Sem dúvidas ela foi reforçada por alguns acontecimentos históricos, como o famoso julgamento de 22 de junho de 1633, realizado pela “Santa” Inquisição, quando Galileu Galilei foi obrigado a renunciar sua teoria de que a Terra era redonda e girava ao redor do sol.
Pouco mais de um século depois, em 1798, ocorre a vingança do “racionalismo”, quando o general francês Berthier, a comando de Napoleão, ataca a sede da igreja católica, encarcerando o Papa, que viria morrer um ano depois. O ceticismo do governante francês era tão evidente que ele chegou a afirmar: “Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas”.
Justificável ou não, esta guerra racional e santa, dos pontos de vista científico e religioso, respectivamente, não é travada por todos os cientistas e teólogos. Assim como a Inquisição não representa a esmagadora maioria dos movimentos religiosos existentes, cientistas, como o físico quântico Brian Greene, que afirmou:
“Eu me sinto feliz com um Universo sem Deus, regido apenas pelas leis da Física, porque ela é tão rica e nos possibilita compreender tanto!”
não são porta-vozes de todo o mundo científico. Albert Einstein, um dos maiores cientistas do mundo, rebateu as acusações de ateísmo, da seguinte forma:
“A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu. Creio em um Deus pessoal e posso dizer que, nunca, em minha vida, cedi a uma ideologia atéia. Não há oposição entre a ciência e religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam idéias que datam de 1880”.
Einstein parecia ter razão, ao diagnosticar o atraso de cientistas que se opõem à fé. Um exemplo clássico foi o incidente de Galileu. Apenas no século XVII foi que o cientista lançou a ‘polêmica e controversa’ teoria de que a Terra era redonda, contrariando as instruções dos pretensos representantes de Deus na Terra (a Igreja Católica). No entanto, tivessem todos eles, tanto cientistas como religiosos, recorrido ao livro inspirado, a Bíblia Sagrada, e teriam descoberto não apenas que a teoria de Galileu era verdadeira, mas que ela já havia sido formulada mais de meio milênio antes de Cristo, como podemos verificar em Isaías 40:22:
“Ele é O que está assentado sobre a redondeza da Terra”.
Esse é um exemplo bem didático de como a ciência poderia encontrar algumas respostas, ou pistas para novas descobertas, quando trabalhando conjuntamente com a verdadeira teologia.
A união da ciência e da religião traria um avanço qual nunca houve na história deste mundo, pois não ficaria restrita à mera evolução intelectual (sem desmerecê-la), avançaria para as áreas comportamental, social e espiritual. E por sinal os benefícios desta última já têm sido provados e comprovados cientificamente, apesar de seu processo ainda ser um mistério.
Com a autoridade de alguém que é mundialmente reconhecido por suas descobertas científicas que reprovaram as teorias da evolução, Louis Pasteur afirmou:
“Um pouco de ciência nos afasta de Deus, muito nos aproxima”.
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